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A
proposta deste espectáculo nasce a partir do
desejo comum de investigar e expôr os processos
de criação e construção
de uma encenação. Ou seja, com este tipo
de projecto, os encenadores Alberto Lopes e João
Garcia Bolito pretendem mostrar como se cria e constrói
uma encenação, dando assim a oportunidade
ao público de 'ver por dentro' a montagem de
um espectáculo teatral. Em cada apresentação
de «O Dia do Desassossego», os encenadores
podem intervir nas cenas montadas por cada um dos sete
actores. Este diálogo que se estabelece serve
para um outro diálogo, desta vez com o público.
A escolha do «Livro do Desassossego», de
Fernando Pessoa, como base para este espectáculo
foi determinada pela sua forma e conteúdo de
diário fragmentário e por ser um livro
onde a estrutura se confunde com intenções
expostas. A qualidade dos textos e a ideia de um homem
comum que é atravessado por um distanciamento
da realidade expressando-o em diversos estados de espírito,
serve perfeitamente para a modulação do
«TeatroDesiquilíbrio».
Segundo João Garcia Miguel, o grupo tem intenções
de continuar a fazer este tipo de trabalho para, provavelmente
dentro de um ano, apresentar um espectáculo elaborado
com base nas conclusões recolhidas nas reflexões
conjuntas com o público.
Depois da sua estreia no Espaço Ginjal, em Almada,
o espectáculo tem a sua reposição
na Sala Polivalente da Fundação Calouste
Gulbenkian, contemplando 6 apresentações
a realizar nos dias 3, 4, 5, 10, 11 e 12 de Maio.
Ficha
artística:O Dia do Desassoss
encenação
» Alberto Lopes e João Garcia Miguel
intérpretes » Anabela Duarte, Carla Bolito,
Edgar Pêra, Luís Elgris, Miguel Moreira,
Mónica Calle, Nuno Melo, Paulo Lima, Rita Só,
São José Lapa
espaço cénico » Eric Costa
operação de som » Luís Ramos
e Pedro Correia
Estreia
dia 04 de Maio, às 21h30
Dias 5, 9, 10, 11 e 12 (Quinta, Sexta e Sábado
às 21h30 e Domingo às 18h00h), Sala Polivalente
da Fundação Calouste Gulbenkian.
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