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THE FINGER TRIPS • Entrevista • BandasInícioHistorialElementosMP3/LetrasContactos

ENTREVISTA

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Como e quando começaram?

Bem, com este alinhamento actual (5 elementos) e com esta nova variedade de estilos musicais que temos vindo a tocar em concertos, existimos há cerca de dois meses.

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Como surgiu o nome da banda?

Da ideia de percorrer o mundo nas pontas dos dedos e da música...

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Quais são as palavras certas para dar a conhecer a vossa banda? (5 palavras)

Surpresa, variedade, espectáculo, cinco, música!

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Que género de música é que vocês tocam?

Bem, de momento, de tudo um pouco... do rock de Doors ao de Pearl Jam ou Smashing Pumpkins, passando por Eels ou placebo a umas composições mais Jazz ou Funk, passando pelo "avariado" de mr. Bungle, Secret Chiefs 3 ou dEUS.

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Tornou-se frequente dizer que a música pode incitar à violência, concordam?

A música geralmente transmite uma mensagem... músicas chill out ajudam-nos a relaxar, assim como um bom lounge, músicas melancólicas sublinham a melancolia, músicas alegres animam.... o homem reage ao meio que o envolve, se esse for um apelo à violência, o homem poderá eventualmente reagir a isso. Talvez não um homem a solo, mas a massa, a turba, essa sim, é susceptível de ser induzida à violência, principalmente se houver uma dose de fanatismo em relação à banda...
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Qual a mensagem que pretendem fazer passar com a vossa música?
Experimentem de tudo na vida. nunca se arrependam! O triste, o alegre, o estranho, o bom, o mau.
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Quem escreve as letras?

Na quase totalidade dos casos, o Ricardo Mota (vocalista).

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Onde vão buscar inspiração para compor os vossos temas?

  À vida! Tudo!
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Que musicos admiram e quais são as vossas principais influências?

Admirar? bem... admiro a Madonna, pela capacidade que teve de subir a pulso.admiro os Smashing Pumpkins pelo arrojo e pela inovação permanente em concertos, pela não acomodação. Admiro os Gift, Ben Harper, Radiohead...a nível de influências... bem, a banda é uma mescla das influências de cada um: Lloyd Cole, tindersticks, Portishead, dEUS, Placebo, Incubus, Smashing Pumpkins, Pearl Jam, Dave Matthews, Radiohead, mr. Bungle, Gomez, Pat Metheny, Primitive Reason, Doors... etc

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Se pudessem escolher uma personalidade do mundo da música, com quem gostariam de trabalhar no futuro?

Billy Corgan

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Já fizeram parte de outros projectos? Se sim, o que é que se passa com esses projectos?

O Hélder e o Zé Carlos (baixista e teclista, respectivamente) já fizeram parte de vários outros projectos. O Ricardo Mota (vocalista) pertenceu a uma tuna académica. O Bruno (guitarrista) esteve num coro e teve aulas de piano....

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Já alguma vez tocaram ao vivo, qual foi o feed-back?

Demos dois concertos, para o Festival Tiro ao Rock. Feedback? ganhamos! :)
Temos agendada agora a participação em pelo menos mais dois festivais aqui na zona Norte: o Gasómetro e o Festival de Gondomar... existem, no entanto, outros contactos. Não participamos no Rock Taract por manifesta incompetência por parte da organização, que ficou de nos enviar um regulamento.

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Como vêm o panorama musical português?

Ui... mauuuuuu! Sinceramente, mau. Infelizmente não é só o português que se está a deixar envolver na onda do pop e do popularucho. O público em geral queda-se muito por lugares comuns, pelo easy listening, nem sempre de boa qualidade. Isto potencia o aparecimento de bandas que acabam por ser colocadas em lugares de topo, quando estas ainda teriam muito que aprender. E o reverso da medalha, grandes bandas, grandes talentos são rejeitados pela maioria das editoras, sendo-lhes negada a possibilidade de darem a conhecer a sua música aos ouvidos do mundo. Aqui em portugal a situação é extremada pela chamada música pimba. Lucro fácil que motiva as editoras a fomentarem as bandas que a praticam. Mas, como é óbvio, isto não é só obra das editoras. É que se aquilo vende, é porque alguém compra! Ou seja, trata-se de uma ideologia, de uma cultura que priveligia o pimba, a música popularucha em detrimento de outros géneros musicais... tradições, talvez...
Concluindo, este universo musical leva a que haja, de facto, poucas oportunidades para bandas de outros géneros musicais, daí que hajam poucas bandas a surgir num país com, acredite-se ou não, muitos musicos. Para piorar, a falta de locais onde jovens bandas possam tocar, a exemplo do que acontece nos EUA, em Londres, ou mesmo na Austrália... Pubs, bares, sítios onde jovens bandas sejam convidadas a tocar, sejam inclusivamente pagas para isso, e tenham oportunidade de se mostrar! Isto leva a que, por sua vez, não se crie uma cultura de apreciação de novos valores, que tem sucesso noutros paises...

Enfim...

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O que mudariam?

A ganância, o dinheiro fácil, a cultura!

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O que pensam acerca da chamada música "pimba"?

Chamar-lhe música é, muitas vezes, o melhor elogio que lhes poderíamos fazer! Por outro lado, há que saber "ver" com ouvidos de "ver"... Porque muitas músicas estrangeiras também não vão muito além do q nós chamaríamos pimba... Atrevam-se a traduzir umas quantas letras de música! :)

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Eram capazes de abdicar do vosso estilo para aumentarem as vendas?

Não somos muito deterministas, nem temos, aliás, um estilo pré-definido... Por outro lado, não tocaria uma coisa que não gostasse...

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Porque escolheram a net para divulgar o vosso trabalho?
Porque vivemos em Portugal! E porque em Portugal é difícil... muito difícil!
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Estão de acordo com a difusão de música através de mp3, ou acham que é uma violação dos direitos de autor?
O nosso desejo é fazer chegar a nossa música a quem a deseje ouvir. Julgo ser esta a atitude correcta por parte de um músico. Não se pinta um quadro só para vender! Pinta-se porque este significa algo, ou porque se constroi algo. Não se escreve um poema tendo em vista um outro objectivo... A música tem que ser encarada (ou deveria ser) como uma arte. E arte é aquilo que não é feito em prol de outra coisa... a arte é pura!
Se quiserem uma justificação mais legal, o CDA apenas considera violações aos direitos de autor aquilo que afecte a exploração comercial normal por parte do titular dos direitos de autor. Ou aquilo que seja feito com má fé, com o intuito de retirar ao titular do autor o que é seu por direito, o lucro, o direito à exploração da coisa. Ora os mp3 de que geralmente se fala não são vendidos. são cedidos! A título de exemplo falo também das cópias de CDs... Não são ilegais per se! Se eu emprestar um CD meu para um amigo meu fazer uma cópia para ele a para oferecer a terceiros também não há ilegalidade. Ilegal seria se este vendesse cópias, porque, lá está, afecta a exploração comercial da obra, é concorrência!
Outra coisa a ter em conta é a consideração que o consumidor tem pelo trabalho dos artistas. Acho louvável o acto de fazer o download de Mp3, ouvi-los e, caso se goste desse álbum, comprá-lo (claro que há a possibilidade de se passar para CD áudio)! Eu próprio o faço... não em relação a todos os álbums ou bandas, mas àquelas que respeito e admiro mais... Mas isto é uma questão de moral, e esta não pode ser imposta!
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O que fazem quando não estão a tocar?
O Ricardo e o Bruno estão a tirar o curso de Informática de gestão. O Pedro finaliza o 12º ano. O Hélder trabalha para uma firma de produtos de cabeleireiro. O Zé Carlos... não sei... mas dá aulas de piano!
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Querem deixar uma mensagem para aqueles que vos vão ouvir pela 1ª vez?
Bem... as músicas presentes no UnderPortugal já não têm nada a ver com o nosso estilo actual... mas aqui fica a mensagem: Ousem abrir os olhos e experimentar!

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