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| ENTREVISTA | |
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Como e quando começaram? |
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A base existe há uns 10 anos. O Mike (guitarra) e o Bruno (bateria) juntavam-se sempre que possível para fazer umas JAMS com guitarra acústica e batuques. À cerca de 3 anos, quando começou a haver dinheiro, comprou-se o primeiro material a sério, convidámos o Cami para a voz e outro amigo de longa data, o Miguel, para o baixo. Mais tarde, com a necessidade de um som mais completo, convidou-se o Chico para guitarra solo, ficando assim a formação completa. Recentemente, houve uma troca no baixo, tendo entrado o João Pedro (ex-Garagem7). Hoje somos: Mike (Guitarra); Bruno (Bateria); Cami (Voz); Chico (Guitarra); JP (Baixo) |
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Como surgiu o nome da banda? |
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Os primeiros anos foram muito atribulados, e como na maioria das bandas, as discussões eram frequentes. Isto levava à saída contínua dos membros, que passadas algumas semanas voltavam para a banda, e seguia-mos em frente exactamente com a mesma formação! Este corropio verificou-se vezes sem conta, e a pergunta na mente de todos era "Quem vai sair a seguir?". Depois de mais uma separação e imediata reconciliação, surgiu em tom de brincadeira o nome "WHOZ NEXT?"...e ficou ! |
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Quais são as palavras certas para dar a conhecer a vossa banda? (5 palavras) |
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Boa-disposição, Surf, Amizade, Simplicidade, Speed |
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Que género de música é que vocês tocam? |
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Tocamos Punk Rock. No geral, tocamos músicas melódicas, mesmo tendo como base os ritmos rápidos e típicos do Punk Rock. Temos também vários temas mais pesados, sempre na mesma linha, mas nunca falta a melodia. |
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Tornou-se frequente dizer que a música pode incitar à violência, concordam? |
| Pessoalmente eu penso que certas músicas o conseguem fazer. Mas estou convencido que as pessoas só se tornam violentas se tiverem essa "necessidade". A música pode ser um dos muitos rastilhos para fazer com que isso aconteça, mas a violência já lá está nas pessoas, e a música é apenas a faísca que proporciona uma desculpa para que elas se tornem violentas e explodam. O objectivo da nossa música é a de transmitir energia e positividade. É para isso que escrevemos e é isso que nos dá gozo. Esperamos que as pessoas percebam isso e a usem como nós o fazemos: para saltar e curtir e se divertirem... | |
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Qual
a mensagem que pretendem fazer passar com a vossa música? |
| Nenhuma! Não queremos ser uma banda com mensagens políticas, ou outro tipo de mensagem específica que esteja presente em todas as nossas músicas. Talvez, no final do dia, a mensagem seja só: "Curtam a vida e caguem para as coisas más!" | |
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Quem escreve as letras? |
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O Cami (vocalista) é o homem das letras. Abordamos todos os temas que nos vêm à cabeça. Temos músicas sobre surf, racismo, férias, droga, mulheres, nós próprios, o progresso, política... |
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Onde vão buscar inspiração para compor os vossos temas? |
| Penso
que uma das grandes fontes de inspiração é o surf.
Mas a inspiração surge-nos das mais variadas formas, pelo
que é difícil indicar uma fonte única para toda a
inspiração. É a pica que temos dentro de nós
que nos leva a fazer músicas. |
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Que musicos admiram e quais são as vossas principais influências? |
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Gostamos de uma série de gente. No geral penso que Pennywise, NOFX, LagWagon, Blink 182, Strung Out... se podem inserir na lista inicial! No entanto as influências dos membros da banda são muito variadas. Sendo que o Punk Rock dos anos 90 é influência mais visível, mas cada membro da banda tem o seu conjunto de estilos mais próximos, que vai deste Ratos do Porão, até Placebo... e pelo meio ficam muitos estilos diferente ... |
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Se pudessem escolher uma personalidade do mundo da música, com quem gostariam de trabalhar no futuro? |
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O Xibanga pela força que tem dado à cena Punk Rock e Hardcore em Portugal e o JP pela amizade, frontalidade e profissionalismo que demonstra a trabalhar com grandes bandas. |
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Já fizeram parte de outros projectos? Se sim, o que é que se passa com esses projectos? |
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O Bruno (Bateria) tem um projecto paralelo que está algo parado. Na verdade os WHOZ NEXT absorvem todo o tempo disponível pelo que se torna difícil criar projectos adicionais. |
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Já alguma vez tocaram ao vivo, qual foi o feed-back? |
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Já tocámos várias vezes. O feedback foi muito positivo. As pessoas gostaram do que ouviram e até mesmo pessoas que não se identificam com o Punk Rock gostaram das músicas e da forma como tocamos. |
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Como vêm o panorama musical português? |
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As
coisas estão muito melhores do que há alguns anos atrás.
De qualquer das formas, penso que ainda se sofre muito do factor |
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O que mudariam? |
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Acho que o primeiro passo (e já se vê alguma coisa nesse sentido) seria o de criar salas de ensaio públicas, onde as bandas tivessem acesso a um espaço para ensaiar de uma forma simples e barata. Além disso penso que deveria haver mais apoio das câmaras e juntas de freguesia, para pôr o pessoal a tocar cada vez mais. As bandas precisam de tocar ao vivo para evoluirem. A estrada ensina muito. Além disso, só com exposição ao público as bandas podem perceber o quanto valem e serem minimamente conhecidas. Ninguém toca para ficar a vida toda enfiado na garagem! |
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O que pensam acerca da chamada música "pimba"? |
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Pessoalmente não gosto como estilo musical. Acho que a música pimba tem duas vertentes: uma positiva e outra negativa. Do lado positivo, dinamiza a música nacional, no sentido em que cria pessoas que trabalham e vivem da música (técnicos de som, estúdios, produtores). Isso é positivo, porque quanto mais música se fizer (boa ou má) mais condições haverá para se fazer ainda mais música. Do lado negativo, fico triste em ver o apoio que este tipo de música tem, quando há bandas muito boas em Portugal que não têm a possibilidade de gravar um CD que seja, ou que não têm a ajuda e promoção adequadas quando finalmente conseguem gravar alguma coisa. Pode-se fazer um paralelo e dizer que em Portugal compram-se mais livros de quadradinhos (musica pimba) do que livros a sério! Isso torna as pessoas mais incultas e burras! |
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Eram capazes de abdicar do vosso estilo para aumentarem as vendas? |
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Não. O nosso estilo é que faz de nós a banda que somos e se o mudássemos tinhamos que mudar tudo. Penso que iriamos ter que mudar também os elementos da banda, porque iriamos deixar de ser os WHOZ NEXT. |
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Porque escolheram a net para divulgar o vosso trabalho? |
| A
net é a melhor ferramenta para divulgar bandas que ainda não
são conhecidas do público em geral. Com pouco esforço
e dinheiro, podemos ter visibilidade mundial imediata! Isto é algo
que não se conseguia à alguns anos atrás. Actualmente
temos na nossa página, visitantes de todo o mundo, desde a Bulgária
até à Austrália, e já participámos
numa compilação de música Punk no Chile. |
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Estão
de acordo com a difusão de música através de mp3,
ou acham que é uma violação dos direitos de autor? |
| Estamos de acordo que a divulgação neste formato, visto que é a melhor forma de divulgar música na net, que possa ser usada offline para ouvir vezes sem conta. Obviamente os problemas de copia de CDs e distribuição gratuita de Mp3 são graves, mas há formas de lhes dar a volta. O meio é ainda muito novo e as companhias discográficas ignoraram-no e estão a sofrer as consequências. Acho que ainda têm que aprender a percebe-lo (e deveriam preocupar-se mais com as cópias piratas na China do que com a Internet !). | |
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O que fazem quando não estão a tocar? |
| Todos trabalhamos, portanto oito horas por dia, cinco dias por semana, estamos a dar no duro! Nos fins de semana vamos para a praia fazer surf, excepto o João Pedro que prefere skate e moto cross ... | |
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Querem deixar uma mensagem para aqueles que vos vão ouvir pela 1ª vez? |
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Apareçam todos. Vão adorar e vão querer voltar para ver mais ... garanto ! Curtam a vida e caguem para as coisas más ! |
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Produção
e Propriedade addsolutions |